Proadess 2

Contextualização

Os inquéritos populacionais de saúde vêm sendo utilizados de forma crescente não só para avaliar o funcionamento da assistência de saúde do ponto de vista do usuário (Gouveia et al., 2005), mas também como meio de se obter informações sobre a morbidade referida e estilos de vida saudáveis (Azevedo e Silva et al., 2011; Iser et al., 2011; Hallal et al., 2011).

A insuficiência das fontes secundárias de informações em saúde para suprir às necessidades da gestão tem enfatizado a importância em coletar dados primários por meio de inquéritos populacionais, entendidos como componentes fundamentais de um sistema nacional de informações em saúde (Malta et al., 2008). Repetidos com determinada periodicidade, os inquéritos permitem consolidar as informações coletadas como uma base de referência populacional para o estabelecimento da vigilância de várias doenças crônicas e seus determinantes (Theme-Filha et al., 2005).

Por meio dos inquéritos de saúde é possível conhecer o perfil de saúde e a distribuição de exposições e condições de risco, assim como obter um grande número de indicadores para avaliação do desempenho do sistema de saúde, como o acesso, a utilização e o grau de satisfação do usuário com os serviços de saúde, em conjunto com as características sócio demográficas, possibilitando investigar as relações entre as diversas variáveis (Szwarcwald et al., 2010).

Em particular, as informações obtidas por meio dos inquéritos de saúde podem complementar, de maneira importante, o conhecimento sobre as desigualdades em saúde, subsidiando a orientação das políticas de saúde para o alcance de maior equidade (Foster, 1996).

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